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7 sinais de alerta que você não deve ignorar na gravidez

Por Rede D'Or

Imagem: Freepik

Ao longo da gestação é normal que ocorram alguns problemas, em maior ou menor grau. É preciso calma: a maioria das mulheres experimenta tanto a gravidez quanto o parto sem intercorrências. Porém, se há chance de complicações imprevisíveis surgirem, o melhor é ter condições de identificar os sintomas que merecem avaliação médica imediata.


A seguir, algumas situações para que a gestante saiba quando pode relaxar e aguardar a próxima consulta pré-natal ou quando é necessário buscar atendimento imediato em um pronto-socorro.


1. Dor de cabeça forte ou visão turva

O que pode significar: Desde uma crise de enxaqueca até um sintoma da Doença Hipertensiva Específica da Gravidez – especialmente se há desconforto na nuca e sensação de enxergar “estrelinhas”.

Como lidar: Se foi um dia em que a gestante cansou mais, melhor fazer um repouso e observar como o quadro evolui. Se ela está mais inchada, ganhou muito peso e já tem a pressão mais alta, deve procurar atendimento médico imediato. Caso o diagnóstico seja PE, o médico pode prescrever medicações para controle da pressão arterial.


2. Febre

O que pode significar: Alguma infecção, como urinária ou pulmonar – ainda mais na pandemia de covid-19. Geralmente, a febre vem com outros sintomas, a exemplo de dor de garganta ou ardência para urinar.

Como lidar: Avise seu médico. Ele pode prescrever antitérmicos, além de líquidos e repouso. Se a temperatura passar de 39oC, vá ao pronto-socorro. A ginecologista e obstetra Daniela Pinheiro, coordenadora da maternidade do Hospital e Maternidade Brasil da Rede D’Or São Luiz, afirma que é preciso investigar a causa para não colocar mãe nem bebê em risco: “Muitas vezes, a gestante não tem outras alterações evidentes, mas está com uma infecção urinária que pode se agravar e acometer os rins ou evoluir para uma sepse [infecção generalizada]”.


3. Tontura ou desmaio

O que pode significar: Talvez você apenas não tenha se alimentado bem, esteja com a pressão baixa ou anemia. Fique atenta se tiver dor de cabeça, visão embaçada, fala arrastada, batimento cardíaco acelerado, falta de ar. Nesses casos, pode indicar quadros mais graves, como pré-eclâmpsia, derrame cerebral, problemas de coração ou pulmão.

Como lidar: Se as primeiras consultas pré-natal não detectaram nenhum problema, a recomendação é ingerir bastante líquido e se alimentar a cada três horas. Tonturas e desmaios são mais preocupantes após a 16ª semana de gravidez e quando associados a outros. Informe seu médico ou procure um pronto-socorro.


4. Inchaço exagerado no rosto ou nas mãos

O que pode significar: Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (pré-eclâmpsia). Ainda mais se o inchaço surgir de repente e/ou vier acompanhado de pressão alta, dores de cabeça, visão embaçada...

Como lidar: Procure imediatamente o pronto-socorro. O inchaço normal na gravidez é aquele abaixo dos joelhos, como nas pernas e nos calcanhares.


5. Náusea severa e excesso de vômito

O que pode significar: Hiperêmese gravídica, uma condição que pode levar à desidratação da gestante, prejudicar o ganho de peso e o desenvolvimento adequado do bebê.

Como lidar: No início da gravidez, é comum enjoar e vomitar uma ou duas vezes ao dia. Torna-se anormal quando a paciente desidrata e começa a perder potássio, colocando em risco o equilíbrio metabólico.


6. Moleza e cansaço extremo

O que pode significar: Anemia, diabetes gestacional, doença cardíaca ou mesmo depressão.

Como lidar: Marque uma consulta com o seu médico, que provavelmente pedirá exames de sangue e/ou urina para definir o diagnóstico e o tratamento mais adequado.


7. Diminuição ou ausência de movimentos do bebê

O que pode significar: Talvez ele esteja apenas dormindo. mas talvez esteja recebendo menos oxigênio ou nutrientes do que deveria, o que pode levar a um parto prematuro ou problemas no desenvolvimento.

Como lidar: Segundo a ginecologista e obstetra Daniela Pinheiro, depois da 34ª semana de gestação, não é normal ficar mais de 6 horas sem sentir o bebê mexer. “Oriento que a gestante se alimente, deite e estimule a barriga para ver se ele responde. Caso isso não aconteça, ela deve procurar o pronto-socorro para que seja feita uma avaliação por ultrassom”, diz.

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